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Missão em Washington reforça atuação do setor brasileiro de rochas nos Estados Unidos

podpedrapodcast
18 de set.
5 min de leitura

Tarifas continuam no centro das prioridades, enquanto novas frentes de diálogo fortalecem a aproximação com o mercado norte-americano e ampliam as discussões sobre internacionalização, infraestrutura e presença institucional do setor no país.


Washington, D.C., 18 de setembro de 2026 – A atuação do setor brasileiro de rochas naturais nos Estados Unidos vem ganhando novas dimensões. Depois de três dias de compromissos em Washington, D.C., as questões tarifárias continuam entre os temas prioritários, ao mesmo tempo em que a agenda passa a incorporar discussões relacionadas à integração com a cadeia norte-americana, à internacionalização das empresas e à construção de uma atuação institucional mais permanente no mercado dos Estados Unidos.

Realizada de 15 a 17 de setembro, a missão foi organizada pela Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas), em conjunto com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), dentro das ações do projeto setorial It’s Natural – Brazilian Natural Stone. A delegação contou com a participação de Fábio Cruz, vice-presidente da Centrorochas, e Kristina Rosales, responsável pelo escritório de advocacy que representa o setor em Washington.

Ao longo da programação, foram realizados encontros no Congresso norte-americano, no U.S. Department of Commerce, no U.S. Department of State, na Embaixada do Brasil, no U.S. Chamber of Commerce/Brazil-U.S. Business Council e no Atlantic Council, além de reuniões com outros representantes envolvidos nas relações econômicas entre Brasil e Estados Unidos.

Um dos principais pontos identificados durante a missão foi a importância de ampliar o envolvimento de empresas e organizações norte-americanas nas discussões relacionadas ao setor. A maior parcela das rochas brasileiras exportadas para os Estados Unidos chega ao país na forma de chapas semimanufaturadas, que posteriormente passam por processos de fabricação, distribuição e instalação em território norte-americano.

Dessa forma, medidas que interferem na competitividade dos materiais brasileiros não afetam exclusivamente os exportadores. Seus efeitos também alcançam importadores, distribuidores, fabricantes e instaladores norte-americanos. Como consequência, uma das próximas iniciativas será intensificar o relacionamento com esses agentes, aproximando empresas e entidades dos Estados Unidos das discussões que impactam a competitividade da cadeia.

“A questão tarifária intensificou nossa atuação em Washington, mas nosso trabalho não pode terminar aí. Ela continua sendo uma prioridade, ao mesmo tempo em que essa sequência de agendas vem mostrando que existe uma relação muito mais ampla a ser construída. Precisamos nos aproximar mais da cadeia americana, ampliar o entendimento sobre a importância dos nossos materiais para esse mercado e construir uma presença institucional contínua. Isso amplia nossa participação nas discussões que afetam a competitividade do setor e também pode abrir novas oportunidades para as empresas brasileiras”, afirma Fábio Cruz.

Housing affordability ganha espaço nas discussões

A conexão entre a competitividade das rochas naturais brasileiras e o tema housing affordability, relacionado à acessibilidade econômica da moradia nos Estados Unidos, ganhou maior relevância durante a missão, principalmente nas reuniões realizadas no Senado.

Como parcela significativa dos materiais brasileiros continua sendo processada, distribuída e instalada nos Estados Unidos após a chegada ao país, eventuais elevações de custos não recaem somente sobre os exportadores brasileiros. Seus impactos podem atingir também empresas e profissionais norte-americanos e, consequentemente, influenciar os custos dos insumos empregados na construção de residências.

“Quando mostramos que a rocha brasileira continua movimentando uma cadeia econômica depois que chega aos EUA, a discussão deixa de ser apenas sobre importação. Ela passa também pela competitividade das empresas americanas e pelo custo da construção no país”, completa Fábio.

Setor identifica novas possibilidades de atuação nos EUA

A pauta tarifária também apresentou um avanço objetivo durante a agenda em Washington. Em reunião no U.S. Department of State, representantes do setor receberam a solicitação para encaminhar os códigos tarifários considerados prioritários e os materiais técnicos que já haviam sido apresentados ao USTR, com o objetivo de permitir a continuidade das tratativas por meio dos mecanismos internos do governo norte-americano.

Paralelamente, o setor começa a examinar novas alternativas para aumentar a presença das empresas brasileiras no mercado dos Estados Unidos e aprofundar sua integração com a cadeia produtiva local. Essa frente de discussão avançou durante as conversas realizadas no U.S. Department of Commerce e deverá continuar sendo desenvolvida pelo setor.

Outra possibilidade foi identificada nas reuniões com o Atlantic Council, a partir de discussões que relacionam infraestrutura e investimentos à expansão das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos. Embora essa frente ainda esteja em estágio inicial, ela cria espaço para novos encaminhamentos dentro da agenda institucional do setor.


Sobre o It’s Natural – Brazilian Natural Stone

O It’s Natural – Brazilian Natural Stone é um programa voltado ao incentivo das exportações, desenvolvido pela Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

A iniciativa busca ampliar e estimular as exportações de rochas naturais brasileiras por meio de um conjunto de estratégias destinadas à internacionalização, incluindo ações de promoção, fortalecimento da imagem e desenvolvimento do setor no mercado internacional.

Empresas interessadas em participar do projeto podem realizar o cadastro gratuito por meio do formulário: https://podio.com/webforms/26378838/1995038


Sobre a Centrorochas

Criada em 2004, a Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas) é a entidade de representação nacional da indústria brasileira de rochas naturais.

Presente em 17 estados, a organização reúne uma rede com mais de 470 empresas associadas e apoiadas e atua na representação e articulação de um dos principais segmentos produtores e exportadores de rochas naturais do mundo.

A entidade concentra sua atuação na defesa dos interesses do setor e no fortalecimento da competitividade de toda a cadeia produtiva, promovendo o diálogo com o poder público, instituições e parceiros estratégicos.

Entre suas áreas de atuação estão iniciativas relacionadas a desenvolvimento setorial, sustentabilidade, inovação, inteligência e conhecimento, qualificação, promoção comercial e internacionalização. Esse trabalho contribui para ampliar a competitividade e a presença das rochas naturais brasileiras tanto no mercado nacional quanto no exterior.


Sobre a ApexBrasil

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) trabalha na promoção de produtos e serviços brasileiros no mercado internacional e na atração de investimentos estrangeiros para setores considerados estratégicos para a economia brasileira.

Para cumprir essa missão, a ApexBrasil desenvolve diferentes iniciativas de promoção comercial e internacionalização, destinadas a ampliar as exportações e fortalecer a imagem dos produtos e serviços brasileiros no exterior.

Entre essas ações estão missões prospectivas e comerciais, rodadas de negócios, apoio à participação de empresas brasileiras em grandes feiras internacionais e visitas de compradores estrangeiros e formadores de opinião à estrutura produtiva brasileira, além de outras plataformas voltadas à geração de negócios e ao fortalecimento da marca Brasil.

A Agência também atua de forma integrada com instituições públicas e privadas na atração de investimentos estrangeiros diretos (IED) para o Brasil, priorizando setores estratégicos para o aumento da competitividade das empresas brasileiras e do próprio país.



Fábio Cruz, vice-presidente da Centrorchas, e Kristina Rosales durante agenda em Washington, D.C

 
 
 

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